"Telemóveis aumentam conflitos familiares
A banalização dos telemóveis e dos pagers poderá estar a alterar as relações familiares.
(...) O mero telefonema do filho para a mãe, a informar que o micro-ondas explodiu, pode ter um efeito negativo na produtividade e no grau de satisfação familiar, explica Noelle Chesley, professora de Sociologia e uma das autoras do estudo, publicado no Journal of Marriage and Family.
As mulheres que trabalham são as mais afectadas pelo advento das telecomunicações: não só os assuntos familiares se intrometem na vida profissional, como as questões familiares profissionais irrompem, igualmente, durante o expediente.
Relativamente aos homens, são menos solicitados, quando se encontram no emprego, mas quando estão em casa sucede serem interpelados por colegas ou assuntos ligados às suas profissões.
(...)Para aliviar a tensão sobre as mulheres, os pais poderiam ainda repartir os dias a quem caberia a responsabilidade de tratar das chamadas domésticas."
in Público
Porque não implementar esta ideia? É uma óptima sugestão para nos tirar mais um peso de cima...
7 comentários:
Um dia dei por mim em pânico, porque me tinha esquecido do telemóvel.
Revi-me sempre a falar com alguém, sempre disponível para alguém, sempre a precisar de alguém. Chega. Estava na altura de o deixar de lado. Agora cada vez estou mais distante desses ‘aparelhometros’, e só o uso em caso de extrema necessidade. Confesso que me sabe bem estar sem ‘piriristrimtrim’, pelo menos durante umas horas, sem precisar de o desligar. Tudo é uma questão de habituação.
Concordo plenamente. Quando me esqueço do telemóvel sinto-me um pouco nua, mas também mais descansada.
Sempre que olho para o ecrã desse aparelhozito parece que algo está prestes a acontecer...
;)
P.S. A propósito, o meu anda com um problema existencial de cartão SIM, mas não estou com muita vontade de o mandar tocar pra outro lado... pelo menos em termos financeiros
Eu gostaria de saber que percentagem de educadoras ligam para o pai para dizer que a criança está com 39 graus de febre e alguém a tem de ir buscar. Também achei curioso, que todos os papéis que tive de preencher para a raposa, desde bilhete de identidade, até inscrições para ter direito a uma vaga numa creche, todas, todas tinham em primeiro lugar o espaço para o nome do pai e só depois o nome da mãe. Contra-senso. Mas talvez sejam as mães a pôr o seu número como prioritário, por uma questão… de luta de classes,… masoquismo, ou falta de confiança no cromo[ssoma] P.
Bem...ahhhh. é que... enfim,... eu,...bem... tenho 3 telemóveis. Mas é por motivos de trabalho, atenção. O problema maior é que em algum me apanham sempre!
O diria a socióloga sobre o meu estado socio-familar-profissional!??
Eu acho que faz parte da teoria NEQM*
Não deixa de ser uma forma subtil dos homens aceitarem, sem grandes complexos, o domínio das mulheres. Colocam o nome em primeiro lugar “p’ra dar nas vistas tas a ver!”.
: )
*Nós É Que Mandamos
É capaz de ser isso, é.
Como muitas outras coisas na vida também os dados servem para manter as tradições, as aparências...
Depois, na prática, é a mãe que ligam, como diz a VW, para pedir que levem os miúdos dos infantários porque estão a arder em febre...
Mas o nome dos p's continua a aparecer por cima, tal como o apelido do pai a prevalecer no BI dos miúdos. PORQUÊ??
(Felizmente tive o bom-senso de não 'adoptar' o nome familiar do marido. Assim, quando o divórcio acontecer, tudo estará mais facilitado, espero eu)
Machismo, puro e simples. Mas um dia isto ainda há de mudar.
tantos dias sem vir cá e tanto para comentar... agora tenho que ir atender telefonemas, mas cá voltarei para cagar as minhas sentenças. até logo!
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