quarta-feira, 24 de maio de 2006

As escadas da solidão

Sinto as pálpebras dos olhos inchadas, os membros tolhidos, um peso na alma. Não são os sintomas das noites passadas sem dormir. Em trabalho ou devaneio. Tomei as dores da injustiça dos dias.
Quem me dera alcançar às vezes as escadas da solidão. Lá em cima, onde não chegam nem gritos, nem murmúrios. Nem recomendações ou insultos. No trabalho ou no doce lar.

"Eu sou aquela de quem tens saudades: a princesa do conto 'era uma vez'"
Florbela Espanca

5 comentários:

Mimi disse...

Tomei as dores das injustiças dos dias - é isso mesmo. Tal e qual sem tirar nem pôr.

Isto para os meus lados anda confuso e, vê lá tu, estou fartinha de pensar em ti. Já estranhava o teu silêncio, mulher!

Entra, entra!

WakedWoman disse...

Eu também ando fartinha de pensar em vós!! Apesar da ausência.
Mas às vezes preciso de um momento de distanciamento.
Nenhuma equipa de psiquiatras vos batia, acreditem.
Obrigada por existirem!!

:)

WakedWoman disse...

Dias confusos, Mimi? Outra vez asfixiada em trabalho??
Atira-lhe uma daquelas deixas implacáveis. Deixas qualquer KO um no chão ;)

Mimi disse...

É mais um pôr tudo em causa do que outra coisa qualquer!

péssima disse...

ehehehhe

Eu acho que há uma conspiração cósmica a pairar sobre as mmas.