quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

A poupa


do latim upupa
Hoje, nos preparativos matinais, o meu bicho pica-miolos mais novo apresentou-se-me com o cabelo molhado e uma poupa à tin-tin, mas flácida.
Na incapacidade de conseguir fixar o carrapicho devidamente espetado pediu-me ajuda na operação. Estive mais de cinco minutos com escovas, pentes e águas e ele o mesmo tempo esteve a reclamar de uma mãe que não tem gel em casa para estas aflições. Ao fim, depois de muito ensopada, a poupa lá ficou orgulhosamente erguida. Missão de mãe cumprida. Pouco tempo depois caminhávamos de mãos dadas a caminho da escola, dei por mim a olhar para ele, parecia crescido, já não é o meu bebé, fiquei contente. A poupa fez toda a diferença.

Sabe-me bem e pronto.

Este foi o primeiro ano a que assisti a um concerto de Ano Novo ao vivo (pratico a tradição de os ver pela televisão). Orquestrado pelo fantástico Cassuto que interpretou a „Dança das Horas” de La Gioconda de Ponchielli de forma surpreendente. Surpreendente foi também a soprano Elisabete Matos e claro a afinada Orquestra Metropolitana de Lisboa. O ambiente era quente, a iluminação impecável, o som natural chegava a todos sem a mínima dificuldade.
Estou com uma sensação de calma que me é estranha, mas gosto.
Sim, creio que este ano vai ser diferente dos outros, pelo menos hoje, agora, neste instante, assim o sinto.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

"Nem putas nem submissas"

Ora aqui está um exemplo de mulheres bem acordadas!!!

CarMiMcaturas

1º Passo:
Leio a frase “Quando vemos uma fotografia, sabemos exactamente de que tempo se trata, está ali, naquela imagem que parece real. Conseguimos perceber perfeitamente que o passado - não existindo mais - não está assim tão indisponível quanto isso” – escrevi-a em 98 a um qualquer despropósito.
2º Passo:
Atravesso o corredor e ponho os olhos numa imagem de mim própria que deve ter um bocadinho menos idade do que a frase.
3º Passo:
Contorno a esquina da casa de banho, evitando o espelho.
4º Passo:
Sento-me aqui, a tentar cruzar as duas coisas.
5º Passo:
O conflito é evidente, cruzo apenas as pernas, e sintetizo o despropósito deste post em duas perguntas, para que não me julguem uma mmá ociosa, sem nada que fazer – juro que não é o caso!!!

De quem é a foto daquela gaja?
Quem é gaja daquela foto?


PS: Hoje foi dia de quarantine, virose em casa. Acho que fiquei exausta com os 789 “mamãs”, 674 “colos” e pronto! Isto baralha um gajo!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

R-Evolução


Use your mind, your hands, your heart!!!!
...e risca cabeças de fósforos!

sábado, 31 de dezembro de 2005

Happy New Year

Desejo um ano cheio de estilo, empreendedor e com mil sucessos para todas as MMas e não MMas.
Ando sem palavras por isso o melhor mesmo é esperar que o novo ano me traga algumas...deve ter sido a dor de garganta e a gripe que só agora começa a passar que as levaram para conserto...
Bom Ano a todas(os) e até para o ano!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Rolling stone!

Queria fazer uma mão cheia de agradecimentos, antes do ano terminar:

-Ao JPSimões pela forma como canta “Inquietação”, uma música que terei ouvido em 2005 tantas vezes quantos dias o ano teve (no mínimo).
-À minha vizinha de baixo, tolerante, pela vezes em que lhe deixámos cair umas caixas de lego na cabeça, ao sábado de manhã.
-Ao Tejo que nunca me deixou sozinha à noite, nem à raposa.
-Ao barulho dos navios que algumas vezes me sobressaltaram dos pesadelos em que estou numa ilha deserta e só tenho duas tâmaras no frigorífico.
-Ao homem com quem troquei cinco minutos de conversa ao balcão de uma loja de discos, em Lisboa, por qualquer coisa indefinida que me deu (desconfio que era um anjo de guarda).
-Aos operadores de telemarketing da Portugal Telecom que me ligaram quase todos os dias à hora de jantar a tentar vender tarifas, por se terem rido das minhas piadas e nalguns casos, aturado o meu non sense.
-Às velhinhas do bairro por continuarem vivas.
-Aos taxistas que me conseguiram fazer chegar a tempo quando estava atrasada.
-À mulher que me ouviu 10 horas (uma por semana), numa sala despida, com dois sofás, um armário com coisitas de primeiros socorros e onde percebi que estava a correr, parada.
-Àquele banho, naquela praia em Tavira, onde ondulei como alforreca.
-A todas as pessoas que me confiaram segredos. Sem eles acho que teria definhado.
-Ao meu corpo, por ter aguentado as refeições que passei, as noites que rebolei.
-A todas as mães solteiras e sozinhas por esse mundo fora, por tudo e por nada.
-A todas as mmás que escreveram/leram este blog e pisaram a Casa dos Dias d’ Água, pela sintonia, o carinho, a partilha, a iniciativa.
-A essa casa por ser tão bonita.
-Aos meus amigos, alguns em particular, todos sabem bem porquê.
-À minha família, com negrito, sublinhado e itálico.
-Ao meu companheiro por acreditar sempre em mim, mesmo quando eu própria desconfiei.
-À minha filha por me existir.
-Ao meu coração por bater.

PS: Ao cão que ladra no quintal do lado. Às vezes era como se fizesse dele as minhas palavras.
2006 só nos pode ser fantástico!

Yours,
VW

quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

:)


Cá estou eu de volta, ainda com os olhos listados de tanta barra natalícia mas já com os dizeres preparados para o ano que há-de vir.
Tenho de dar os parabéns às MMAs activas. Sim senhora, 701 visitas, nada mau para dois meses de actividade.
Agora vou bisbilhotar, que nem vizinha do lado, os posts e comentários.


Nestas alturas só flores e chocolates e em grande quantidade!
Para uma vagina MMA!!!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Desabafo

Aqui está um post que acabei de censurar há dois minutos. Como se fizesse sentido!!!

Acho que o verbo foi muito bem inventado. Desabafar. Tirar a tampa, deixar entrar o ar. É isso que me apetece. Abrir as janelas. Sair à rua. Escarranchar a boca. Soltar o nó.
Por que raio é que criaram as casas inteligentes? Os relógios que se regulam por satélite (temos um cá em casa, que não é português, e acordo todos os dias - ilusoriamente - uma hora mais tarde)! As terceiras gerações de tudo e mais qualquer coisita! Até as latas de conserva fáceis de abrir, e ninguém pensou em condomínios abertos, mother/father friendly – não estou a falar de casas com elevador, mas de verdadeiras comunas, com um sistema de organização a funcionar e facilitar? Why? Ninguém pensou em cinemas onde se pudesse levar os meninos, os carrinhos de bebé, lambuzar as cadeiras de iogurte, atirar bolas ao ecrã gigante! A que propósito todos (tirando um caso ou dois) se esqueceram de pôr um espaço infanto-recreativo nos restaurantes? Como é que só fazem concertos a que me apetece ir depois das 23h00? Aquela coisa de adoptar um bicho do zoo... eu acho que se podia fazer o mesmo com os casais ou singulares que estão sozinhos, aqui ao nosso lado, no nosso bairro! Ter um avô e uma avó mais pertinho, dava-me uma grande ajuda. Por que é que o dia só tem 24 horas? Como diminuir o défice das finanças domésticas? Por que é que não tenho um trabalho certo, fixo, rotineiro? Hoje, definitivamente, não me apetecia estar em casa. Why, why, do you work everyday night?
Às vezes, apesar de pensar que a minha vida é um mar de rosas, sinto-me abafada.