É psicologia barata, livrito de bolso, compêndio de self made man ou de "como vingar na sua empresa em 10 passos".
Fala mais alto do que necessário mas com isso sabemos sempre que está lá. Tem mãos sapudas e cabelo com gel, penteado todo a direito para tràs. Sorri quase sempre, um sorriso aberto, como o gato da Alice antes de devorar quem lhe passa a poucos metros de distância do seu ego. É óbvio que come as mulheres com o olhar, é notório que, em conversa de café se arrogará mais do que com o olhar. Deve também ele ter uma lista...
Manipula de uma forma que me parece óbvia, mas muitos caem na rede. É, não obstante, arguto e inteligente, rápido a pensar. Mas claramente detesta quando percebe que está a perder o pé. Aí dá um golpe de rins e inverte as posições - sempre com um sorriso. Gosta de estar a comandar e isso vê-se - é mais óbvio do que pensa...
As ‘mmás’ são um espaço e um tempo para experimentação não isolada. Uma forma de sair do armário da maternidade, com liberdade para que mães, mulheres anónimas, se exponham, se interiorizem, se lembrem, se banalizem, se encontrem, se distanciem, se analisem, se ilibem ou o que bem entenderem.
quarta-feira, 23 de maio de 2007
terça-feira, 22 de maio de 2007
terça-feira, 8 de maio de 2007
domingo, 6 de maio de 2007
sexta-feira, 4 de maio de 2007
terça-feira, 24 de abril de 2007
Sobre a importância das coisas...
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Personagem 2
Do alto do seu metroeoitenta caminha com passadas largas e firmes. Convicto, perscrutador, seguro, com a segurança que os imbecis têm. Tem um pilar de betão no lugar da espinha dorsal, o que o mantém rígido e muito direito, sempre, apenas permitindo ligeiros movimentos da cabeça, lentos, convenientes quando chega a altura de fazer uma vénia aos pequenotes seus superiores....
Tem a seu cargo (expressão do próprio) a responsabilidade de manter a ordem e a calma no edifício, tarefa assaz difícil nos tempos instáveis que correm. Terá outras tarefas também, mas sabemos que são ultra secretas, disse-o à boca pequena a cerca de dez pessoas tempos atrás. Aliás, diz muita coisa digna de registo – abrimos até um livro branco para não nos esquecermos de tantas pérolas....
Encontro-o por vezes (sei que é um hábito) a passear-se por entre multidões de mulheres nas lojas apinhadas à hora do almoço, com visível prazer. Certamente em missões hiper secretas, no encalço de uma terrorista que procura nos cabides da zara o melhor trajo para servir de mulher bomba!
Tem a seu cargo (expressão do próprio) a responsabilidade de manter a ordem e a calma no edifício, tarefa assaz difícil nos tempos instáveis que correm. Terá outras tarefas também, mas sabemos que são ultra secretas, disse-o à boca pequena a cerca de dez pessoas tempos atrás. Aliás, diz muita coisa digna de registo – abrimos até um livro branco para não nos esquecermos de tantas pérolas....
Encontro-o por vezes (sei que é um hábito) a passear-se por entre multidões de mulheres nas lojas apinhadas à hora do almoço, com visível prazer. Certamente em missões hiper secretas, no encalço de uma terrorista que procura nos cabides da zara o melhor trajo para servir de mulher bomba!
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Personagem 1
A cada casa seu pórtico.
Não é uma figura esfíngica mas podia ser feita de pedra. A cara é dura, como o local onde nasceu: árido, e fuma cigarros encostada à parte de trás do balcão com a mão direita por baixo do cotovelo esquerdo. Não sei se o pé encosta à parede como se estivesse à espera de cliente porque do lado de cá não se consegue ver para além da sua cintura, mas podia, sim podia...
Diz bom dia a quem entra, meio a contra gosto, sobretudo a estranhos (e para uma recepcionista de um edifício de escritórios de cinco andares quase todos são estranhos).
Arranco-lhe de vez em quando um sorriso – não menos incómodo que a sisudez da face – e até acho que eu não lhe desgosto. Sabe de todos, onde andam, com quem estão, a que horas entraram e saíram. Às vezes penso que é mesmo ela que manda nisto.
Não é uma figura esfíngica mas podia ser feita de pedra. A cara é dura, como o local onde nasceu: árido, e fuma cigarros encostada à parte de trás do balcão com a mão direita por baixo do cotovelo esquerdo. Não sei se o pé encosta à parede como se estivesse à espera de cliente porque do lado de cá não se consegue ver para além da sua cintura, mas podia, sim podia...
Diz bom dia a quem entra, meio a contra gosto, sobretudo a estranhos (e para uma recepcionista de um edifício de escritórios de cinco andares quase todos são estranhos).
Arranco-lhe de vez em quando um sorriso – não menos incómodo que a sisudez da face – e até acho que eu não lhe desgosto. Sabe de todos, onde andam, com quem estão, a que horas entraram e saíram. Às vezes penso que é mesmo ela que manda nisto.
terça-feira, 10 de abril de 2007
Confissão
Tinha um medo terrível de ter a mesma falta de vocação para a maternidade que a minha própria mãe demonstrou (e continua a demonstrar).
Já não tenho medo de ser mãe. Adoro ser mãe. Adoro as minhas filhas. Adoro a minha vida com filhas lá dentro.
Foi a decisão mais acertada que tomei em toda a minha vida.
Mimi
Já não tenho medo de ser mãe. Adoro ser mãe. Adoro as minhas filhas. Adoro a minha vida com filhas lá dentro.
Foi a decisão mais acertada que tomei em toda a minha vida.
Mimi
terça-feira, 3 de abril de 2007
De novo Daniela...

a Big Woman de volta. Desta feita na "1ª expedição feminina Ibérica à Antártida, rumo ao Pólo sul!!!!"
Uma portuguesa (a Daniela), uma espanhola, numa travessia intercontinental de skis, no continente Antárctico, com o objectivo de atingir o Pólo Sul Geográfico.
Ainda na fase de promoção e patrocínio é necessário dar visibilidade ao projecto. Vamos MMA's, uma mãozinha...
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