O slogan de capa é: “O melhor filme dos marretas de sempre”. Se não for, é pelo menos uma obra imprescindível em qualquer ‘lar’. Gonzo descobre que afinal é apenas uma ‘coisa’ inclassificável, quando Noé lhe pergunta, à porta da barca e do dilúvio, “qual é a tua espécie?’. A saga desenvolve-se nessa busca de identidade. Os pormenores são deliciosos, e vemos os três cá em casa, curtindo montes, se querem saber.
Espero que Jim Henson reencarne em qualquer coisa com cabeça tronco e membros, na próxima vida, para continuar a fazer magia. À conta de “Os Marretas no Espaço”, tenho alcunha provisória para a raposa: "Oh extraterrestre, baza comprar o jornal!"
As ‘mmás’ são um espaço e um tempo para experimentação não isolada. Uma forma de sair do armário da maternidade, com liberdade para que mães, mulheres anónimas, se exponham, se interiorizem, se lembrem, se banalizem, se encontrem, se distanciem, se analisem, se ilibem ou o que bem entenderem.
quarta-feira, 30 de novembro de 2005
terça-feira, 29 de novembro de 2005
Eu bruxa. Tu fada?
Estava eu aqui a tentar escrever qualquer coisa sobre o que poderia ter sido a “estória estroina” quando me apareceu um site sobre a desconstrução dos medos infantis na literatura infantil, nem de propósito.
Foi com base na crítica às narrativas de acontecimentos terríveis das historietas que a ideia surgiu, e foi com a falta de figuras realmente más que ela ficou. Mas não, não foi “tempo perdido”. Foi um ensaio. E só assim tudo faz sentido.
Bem, eu não tenho pretensão a que tudo se justifique com resultados palpáveis. Para mim este é o meu espaço infantil, e se me apetecer dizer disparates digo-os. Ponto.
Seja como for, aqui ficam partes roubadas a um site de alguém:
(...)
"O medo de bruxa pode ser relacionado a dois degraus da escada do desejo e do medo proposta pelo psicólogo Jean-Yves Leloup: medo da separação e medo de ser rejeitado pela sociedade."
…
“Desejo e medo são elementos fundamentais para a evolução dos seres humanos, uma vez que temos medo do que desejamos e desejamos o que nos faz medo”
...
"Instaura-se, assim, o dilema infantil: como sentir raiva de alguém tão amado sem ferir-lhe os sentimentos e perdê-la? Manifesta-se a necessidade de dividir a figura materna em duas partes que corresponderiam a fada, vertente positiva, e a bruxa, lado negativo."
...
"A bruxa, para vivificar esses desejos de vingança infantil, tem de corresponder a um ser detestável."
Cristiane Madanêlo de Oliveira
"Quando zanga, vira bruxa / Quando ama, vira fada."
Iêda de Oliveira
Foi com base na crítica às narrativas de acontecimentos terríveis das historietas que a ideia surgiu, e foi com a falta de figuras realmente más que ela ficou. Mas não, não foi “tempo perdido”. Foi um ensaio. E só assim tudo faz sentido.
Bem, eu não tenho pretensão a que tudo se justifique com resultados palpáveis. Para mim este é o meu espaço infantil, e se me apetecer dizer disparates digo-os. Ponto.
Seja como for, aqui ficam partes roubadas a um site de alguém:
(...)
"O medo de bruxa pode ser relacionado a dois degraus da escada do desejo e do medo proposta pelo psicólogo Jean-Yves Leloup: medo da separação e medo de ser rejeitado pela sociedade."
…
“Desejo e medo são elementos fundamentais para a evolução dos seres humanos, uma vez que temos medo do que desejamos e desejamos o que nos faz medo”
...
"Instaura-se, assim, o dilema infantil: como sentir raiva de alguém tão amado sem ferir-lhe os sentimentos e perdê-la? Manifesta-se a necessidade de dividir a figura materna em duas partes que corresponderiam a fada, vertente positiva, e a bruxa, lado negativo."
...
"A bruxa, para vivificar esses desejos de vingança infantil, tem de corresponder a um ser detestável."
Cristiane Madanêlo de Oliveira
"Quando zanga, vira bruxa / Quando ama, vira fada."
Iêda de Oliveira
segunda-feira, 28 de novembro de 2005
Tragicamente decapitado...
domingo, 27 de novembro de 2005
Estória estroina
Mães/Mulheres de todo o mundo,...
Queríamos dizer-vos que as MMÁs se reuniram novamente (níveis de comparência muito acima da média – éramos cinco, uma delas com um filho que já não dorme sesta: tem 27 anos).
As crianças recusaram-se a trocar a mãe pela babysitter, a babysitter foi-se, e a sala acabou pejada de bolachas espezinhadas por dois pares de botas número 20 /22 que por lá andaram até ao final.
Começámos por gravar a estória, andámos ali a zumbir à volta de um monstro com um exército de mosquitos peritos em saber dos sonhos alheios graças às amostras recolhidas vampirescamente,... aquilo não tinha bem rumo e optámos por um sistema menos interessante, com menos discussão, mas mais categórico e eficaz.
Cada uma escreve a frase e passa. Aqui fica a manta pintada:
“O tempo conhecido por Picati dava início a um mundo maravilhoso por descobrir. Este naco de tempo não tinha horas nem dias nem meses. Por causa disso, deu-se o aparecimento de um par de relógios, dois instrumentos muito pontuais, que vieram trazer uma ordem que ninguém queria a Picati. Revoltas se deram, teorias se criaram sobre os segundos que queriam ser minutos, os minutos horas, estes dias, e até os anos lutavam pela eternidade. Picati, Picato, Picatú, Picatá, Picaté, PUM PUM! Eis que brota o nosso capuz, verde verdinho, capuchinho! O capuchinho vinha dar uma noção de tempo a este novo mundo: “Mas quanto demora um segundo?”, interrogou-se. Arrotou pois a questão era difícil e provocou-lhe um mal-estar digestivo. Ups. Ficou decidido. Três arrotos são tempo suficiente para se chegar a Picati, conquistar admiração de Picateiros e Picateiras. O capuchinho verde falou aos Picateiros da vantagem de se ter um tempo. Eles, boquiabertos, não percebiam, uns calculavam que devia ser imprudente, outros reclamavam um possível aumento de criminalidade Picatashu. No fundo perguntavam: o que fazemos nós com o tempo? Para que serve? O tempo divide a vida em idades e em cada idade, a seu tempo, devemos fazer alguma coisa. O tempo manda-nos fazer coisas porque se não fizermos perdemos tempo, respondeu o capuchinho. E é também a melhor forma de fazer amigos! Podes marcar um encontro no cinema, um lanche... sem tempo deixavas de conseguir combiná-los.
Os Picateiros e Picateiras fecharam os olhos, de repente, o capuchinho deixou de existir. Onde estááá o capuchiiinho? Riram-se que nem uns doidos e acabaram por concluir que não tinham tempo para conversas com estranhos”.
Análises psicanalíticas só com marcação!
Bem hajam MMÁs com tempo!
Queríamos dizer-vos que as MMÁs se reuniram novamente (níveis de comparência muito acima da média – éramos cinco, uma delas com um filho que já não dorme sesta: tem 27 anos).
As crianças recusaram-se a trocar a mãe pela babysitter, a babysitter foi-se, e a sala acabou pejada de bolachas espezinhadas por dois pares de botas número 20 /22 que por lá andaram até ao final.
Começámos por gravar a estória, andámos ali a zumbir à volta de um monstro com um exército de mosquitos peritos em saber dos sonhos alheios graças às amostras recolhidas vampirescamente,... aquilo não tinha bem rumo e optámos por um sistema menos interessante, com menos discussão, mas mais categórico e eficaz.
Cada uma escreve a frase e passa. Aqui fica a manta pintada:
“O tempo conhecido por Picati dava início a um mundo maravilhoso por descobrir. Este naco de tempo não tinha horas nem dias nem meses. Por causa disso, deu-se o aparecimento de um par de relógios, dois instrumentos muito pontuais, que vieram trazer uma ordem que ninguém queria a Picati. Revoltas se deram, teorias se criaram sobre os segundos que queriam ser minutos, os minutos horas, estes dias, e até os anos lutavam pela eternidade. Picati, Picato, Picatú, Picatá, Picaté, PUM PUM! Eis que brota o nosso capuz, verde verdinho, capuchinho! O capuchinho vinha dar uma noção de tempo a este novo mundo: “Mas quanto demora um segundo?”, interrogou-se. Arrotou pois a questão era difícil e provocou-lhe um mal-estar digestivo. Ups. Ficou decidido. Três arrotos são tempo suficiente para se chegar a Picati, conquistar admiração de Picateiros e Picateiras. O capuchinho verde falou aos Picateiros da vantagem de se ter um tempo. Eles, boquiabertos, não percebiam, uns calculavam que devia ser imprudente, outros reclamavam um possível aumento de criminalidade Picatashu. No fundo perguntavam: o que fazemos nós com o tempo? Para que serve? O tempo divide a vida em idades e em cada idade, a seu tempo, devemos fazer alguma coisa. O tempo manda-nos fazer coisas porque se não fizermos perdemos tempo, respondeu o capuchinho. E é também a melhor forma de fazer amigos! Podes marcar um encontro no cinema, um lanche... sem tempo deixavas de conseguir combiná-los.
Os Picateiros e Picateiras fecharam os olhos, de repente, o capuchinho deixou de existir. Onde estááá o capuchiiinho? Riram-se que nem uns doidos e acabaram por concluir que não tinham tempo para conversas com estranhos”.
Análises psicanalíticas só com marcação!
Bem hajam MMÁs com tempo!
sábado, 26 de novembro de 2005
O Livro de Mórmon
Um grande amigo - chamo-lhe o Gato Preto - converteu-se aos Mórmon. É uma história de vida ‘schetrordinária’. Não interessa. O que interessa é que não o via tão tranquilo há muito tempo. Fui convidada para a celebração, evento, rito, sei lá, em que foi mandatado Hélder pelo culto em questão, e eu só não fui com a pequenita em punhos porque estava fora de Lisboa – se em causa estivessem 100 cordas vocais afro-africanas singing Gospel, acho que teria adiado a viagem. Anyway, conto aparecer um dia destes lá na igreja, já tenho um Livro de Mórmon para ler, e todos os meses Gato Preto aparece depois das 23h00, normalmente à sexta-feira, para me trazer a palavra do Senhor. Help. Já lhe expliquei que me pode vir falar do ‘Pai’ as vezes que quiser, oiço-o com a mesma atenção com que oiço um amigo prostituto - chamo-lhe o Beija-mim - falar das fantasias dos clientes, ou a minha vizinha de 80 anos a queixar-se das dores na coluna, mas agora conversão, ai isso não. Ontem, já eu de pijama, entre os lençóis, perguntou se podia trazer na seguinte visita dois colegas – dois HELDERES – e eu ofereci-lhe o calendário que os meus amigos evangelistas me deram há uma semana.
God help me.
God help me.
sexta-feira, 25 de novembro de 2005
Entrei decidida pela porta dentro
Entrei decidida pela porta dentro, papel na mão, nariz para cima, peito erguido com se enfrentasse sem receio nem pudor dragão alado a cuspir fogo.
“- aqui está” - disse, com a voz um pouco mais elevada, porque tenho por hábito falar baixo e pensei que não me ouviria ou pelo menos não me levaria a sério se apenas suspirasse asmaticamente a melhor decisão que tomava desde os 27 anos.
Ele levantou a enorme cabeça e olhou-me lentamente. Ao contrário das outras vezes não me senti despida. O momento foi lento, ou pelo menos assim me pareceu. Mas não cedi nos meus intentos.
“- a minha demissão. Fico mais uma semana apenas para fechar alguns assuntos. Depois tiro férias. Não volto mais.”
Pareceu-me que piscou os olhos mas não me recordo bem. Perguntou atónito: “não pode ser, não pode sair assim!”
“- Claro que posso“– retorqui – “Vou sair de Lisboa e começar uma nova vida. Quero mexer na terra e sentir a minha filha a crescer!” - e sem mais despejei a minha carta de demissão em cima da confusa secretária do chefe e com a mesma certeza com que entrei saí, sem medo, porta fora.
Sonhei isto acordada na quarta feira.
Hoje é sexta, são 19h00 e ainda estou no escritório.
Volto na segunda.
“- aqui está” - disse, com a voz um pouco mais elevada, porque tenho por hábito falar baixo e pensei que não me ouviria ou pelo menos não me levaria a sério se apenas suspirasse asmaticamente a melhor decisão que tomava desde os 27 anos.
Ele levantou a enorme cabeça e olhou-me lentamente. Ao contrário das outras vezes não me senti despida. O momento foi lento, ou pelo menos assim me pareceu. Mas não cedi nos meus intentos.
“- a minha demissão. Fico mais uma semana apenas para fechar alguns assuntos. Depois tiro férias. Não volto mais.”
Pareceu-me que piscou os olhos mas não me recordo bem. Perguntou atónito: “não pode ser, não pode sair assim!”
“- Claro que posso“– retorqui – “Vou sair de Lisboa e começar uma nova vida. Quero mexer na terra e sentir a minha filha a crescer!” - e sem mais despejei a minha carta de demissão em cima da confusa secretária do chefe e com a mesma certeza com que entrei saí, sem medo, porta fora.
Sonhei isto acordada na quarta feira.
Hoje é sexta, são 19h00 e ainda estou no escritório.
Volto na segunda.
quinta-feira, 24 de novembro de 2005
Para fazer jus ao lugar de engate: o meu é melhor que o teu.

A lenda do tigre de ouro
Universidade de Oxford, 1990
– Dr. Geovani está atrasado… … … três horas! A reunião acabou! Diz o chefe da universidade.
– – Desculpe Maxie, estive com o meu irmão Archie a tentardesvendar uns hieróglifos Tamacas sobre um tigre de ouro – diz Geovani.
– – Grr…grrr… hahaha! Isso é de loucos! Hahaha! – “descontrolou-se” Maxie.
– É assim?! Eu vou mostrar-lhe! Vou provar que o tigre existe! – exclamou Geovani.
3 anos depois…
A mercadoria, os mantimentos e as roupas estão no avião, já temos a tripulação, OK está tudo – afirma Geovani.
9 horas depois… no Brasil, floresta da Amazónia…
– Finalmente chegámos! – exclama Geovani – Agora é só ir para o templo.
1 hora depois… templo do tigre Tamaca
– Cheguei finalmente! – exclama Geovani.
Uns minutos depois… dentro do templo…
– Ahh!!! Armadilhas! Ó não paredes que se movem! Vou morrer!
De repente uma luz muito forte surge, era o tigre de ouro, mais conhecido por Roikou. O tigre salvou Geovani da morte certa!
– Hãã?! Onde estou? É a minha casa! Mas não me lembro de nada!
Assim Raikou tinha savado Geovani da sua morte, bem parece que nem todos os animais selvagens são de mau coração.
Ora aqui está a prosa do meu bicho-das-castanhas (11 anos) sem tirar nem por, para um concurso literário da escola.
Sou mmá, pior sou péssima, mas babaaaaaaaaaada.
prendas
Recebi este mail e acredito que possa ser uma óptima prenda de Natal.

Olá,
Venho falar-vos de um livro de receitas para crianças, que acabou de ser editado através da editora Sopa de Letras, pela Acreditar - Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro. Vai estar à venda directamente na Acreditar (R. Prof.Lima Basto nº 73 em frente do IPO) ou nas livrarias já a partir da próxima semana (21 de Novembro). Não deixem de o comprar para oferecer aos vossos filhos, sobrinhos, afilhados, primos, e amigos....e ao mesmo tempo ajudarem uma boa causa.

Olá,
Venho falar-vos de um livro de receitas para crianças, que acabou de ser editado através da editora Sopa de Letras, pela Acreditar - Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro. Vai estar à venda directamente na Acreditar (R. Prof.Lima Basto nº 73 em frente do IPO) ou nas livrarias já a partir da próxima semana (21 de Novembro). Não deixem de o comprar para oferecer aos vossos filhos, sobrinhos, afilhados, primos, e amigos....e ao mesmo tempo ajudarem uma boa causa.
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
Kussondulola
A minha filha – ‘raposinha’ - está viciada. Descobriu a música “Atrás do Arco-Íris” dos Kusson e agora há quinze dias que ouvimos o comboio apitar, pelo menos 15 vezes por noite:
“Apesar da vida dura
Paz na consciência
Fomos convidados
Para a festa eterna
Peguem nas crianças
Não olhem para trás
Deixem-nas ouvir o que diz a profecia
Caminho d’abundância
Caminho paraíso
A hora é de mudança
É para todos o aviso”
Aqui entre nós,... acho que a música foi bem escolhida. Acontecem fenómenos misteriosos nos meus dias. Espero a mudança.
“Apesar da vida dura
Paz na consciência
Fomos convidados
Para a festa eterna
Peguem nas crianças
Não olhem para trás
Deixem-nas ouvir o que diz a profecia
Caminho d’abundância
Caminho paraíso
A hora é de mudança
É para todos o aviso”
Aqui entre nós,... acho que a música foi bem escolhida. Acontecem fenómenos misteriosos nos meus dias. Espero a mudança.
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